No primeiro domingo do Advento, as leituras nos convidam a depositar toda a
nossa confiança e esperança no Senhor.
O profeta Isaías (o Primeiro Isaías) provavelmente atuou entre os anos 731 e
701 a.C. no Reino de Judá. Nesse período, Judá passava por grande crise
política, econômica e social (cf. Is 1-39). Essa crise foi gerada pela
proliferação da injustiça, pela desonestidade de suas lideranças.
O Profeta convida a subir ao monte do Senhor para contemplar a casa do
Senhor. Ele fala que as armas serão transformadas, as espadas serão
transformadas em instrumento para plantar e colher. No fim da leitura Isaias
faz um apelo ao povo: Deixemos guiar pela luz que vem de Deus.
Na segunda leitura Paulo convida os cristãos a despertar, tendo como
motivação a proximidade da salvação. Ele usa a expressão: Tempo de
despertar – tempo de acordar. A expressão acorda é significativa. É
necessário na vida colocar o coração, colocar vida. Infelizmente as vezes
colocomos apenas a cabeça e a mente e é por isso que não consiguimos
realizar tantas coisas. Somente uma pessoa acordada é capaz de realizar as
coisas na vida. Quem dorme, infelizmente fica sem energia.
Como é importante colocar cor na vida. Como é importante ter cor (alegria,
paz) no que fazemos. São Paulo terminar a leitura dizendo a comunidade de
Romanos aconselhando a revestir-se do Senhor.
O Evangelho retoma a ideia de estarmos atentos e preparados para vinda do
Senhor. O iniciar do novo ano litúrgico, somos convocados para a vigilância.
Diante das leituras, podemos nos perguntar: qual é nossa peregrinação? Será
que as vezes eu não estou dormindo em alguns pontos da vida? Será que eu
não preciso acordar?
Que nesse advento possamos voltar para a casa do Senhor, o seu monte
Santo. Que tal começar através da reconciliação consigo, com outros e com
Deus. Que Deus possa nos revestir com a sua luz e assim celebrar bem a
chegada de Jesus que tudo transforma. Amém.

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