Tantos os líderes denunciados por Amós quanto o rico da parábola de hoje afundaram-se num mar de arrogância. Eles sentiam-se poderosos e tranquilos.  Essa segurança que foram adquirindo os levaram para uma região de areia movediça.

Percebemos que os personagens são apresentados num primeiro momento como experts em praticar o mal e não poupam energias para oprimir o próximo.  Os arrogantes não enxergam aqueles que são próximos e nem fazem questão de olhar.

Os arrogantes esquecem de uma coisa: Na tradição bíblica Deus sempre está do lado dos considerados invisíveis  ou sobrantes. Amós na primeira leitura investe contra a elite dirigente do Reino do Norte num discurso que envolve-o tal do “ai”.

Na segunda leitura encontramos um ensinamento importante: praticar o bem e evitar o mal. “Tu que és um homem de Deus foge das coisas perversas”. É uma luta constante para deixar prevalecer em nós as nossas perversões inatas.

No evangelho temos Lázaro que para o rico era um sobrante, uma figura invisível. Mas para Deus Lázaro era um filho que sofria pela injustiça e pela arrogância de alguns.

Mesmo no sofrimento o homem rico parece não ter fim em sua arrogância, insiste em enxergar Lázaro como se fosse o seu servo. Outro ponto interesse do Evangelho que a maldade do homem rico se estende aos seus familiares, aos cincos irmãos.

Alguém pode se perguntar: qual foi o pecado do homem rico?  O texto não diz que impediu de Lázaro de pegar as migalhas de sua mesa;Que ele usou de força fisica e crueldade. Mas o pecado dele foi não prestar atenção sufiente em Lázaro.

O homem rico pecou porque acreditava e aceitava que a condição de Lázaro era natural. Olhar o próximo sem compaixão nos leva para o inferno – foi o que aconteceu como o homem rico.

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