A liturgia nos convida a viver a experiência de Deus em comunhão
de Pessoas e a fazer-nos uma viagem ao interior de Deus, como
vida de amor que se revela na história da humanidade, uma vida
entendida como Pai, Filho e Espírito Santo.
A primeira leitura sugere-nos a contemplação do Deus criador. A sua
bondade e o seu amor estão inscritos e manifestam-se aos homens
na beleza e na harmonia das obras criadas. Deus nos criou com
sabedoria, como filhos e filhas de Deus somos convidados a viver
com sabedoria.
A segunda leitura convida-nos a contemplar o Deus que nos ama e
que, por isso, nos “justifica”, de forma gratuita e incondicional. É
através do Filho que os dons de Deus/Pai se derramam sobre nós
e nos oferecem a vida em plenitude.
Três são os movimentos que encontramos nesta carta de São Paulo.
Ele começa dizendo que estamos em paz em Deus e que é nessa
paz que ficamos firmes. Que a paz gera esperança – um dom que
permite superar as dificuldades e dureza da vida. Não se trata de
um otimismo fácil, mas de encontrar um sentido no que se vive. Por
último, São Paulo ressalta o amor de Deus ao ser humano. O Cristão
é alguem a quem Deus ama.
Na Solenidade da Santíssima Trindade, somos convidados a
contemplar o amor de um Deus que nunca desistiu dos homens e
que sempre soube encontrar formas de vir ao nosso encontro, de
fazer caminho conosco. Apesar de os homens insistirem, tantas
vezes, no egoísmo, no orgulho, na autossuficiência, no pecado, Deus
continua a amar e a fazer-nos propostas de vida.
Portanto a Trindade é a glória de Deus que se expressa na vida da
humanidade, de amor mútuo. É crer no amor Redentor. Somos
chamados a adorar a Santíssima Trindade e só adora aqueles que
têm um coração com paz, esperança e amor.
Pe. Bennelson da Silva Barbosa – OSJ
Pároco – Paróquia N.Sra do Carmo

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