Estamos no terceiro Domingo da Páscoa e o evangelho narra a terceira
aparição de Jesus Vivo e Ressuscitado aos seus discípulos. Tudo indica
que a Comunidade de Jesus encontravam-se numa situação de desânimo,
tristeza, frustração e ausência de esperança.
A transformação acontece com a chegada de um moço desconhecido no
meio dos discípulos que estavam naquele ritmo antes de conhecer Jesus,
eram pescadores e estava indo pescar – Porém uma pescaria sem
sucesso, porque Jesus não estava presente. Quando chega ao meio
deles pergunta se eles têm algo para comer e a resposta é um não bem
dado. Eles sentiam que não tinha nada para oferecer, afinal eles não
tinham nem para eles.
A pesca milagrosa tem um caracter simbolico aludindo a missão do
Cristão no mundo – que precisamos continuar o projeto de Jesus – a vida
plena para todos e que todos possam viver na força da Ressurreição. O
evangelho também mostra o movimento de Pedro e os demais discipulos
na pesca. No primeiro momento sem sucesso. No segundo momento com
a presença de Jesus.
O texto diz que Pedro subiu no barco para pescar e teve que arrastar a
rede para terra, e foi ali que ele e os demais virão a transformação de
uma realidade, de uma pesca sem resultado para uma pesca farta com
153 tipos de peixes.
Depois de trabalhar, de pescarem, Jesus oferece pão e peixe para os
discipulos. Podemos dizer que esse é o momento Eucarístico dessa
comunidade, a experiência da partilha.
Ao termino desta refeição, Jesus tem um diálogo profundo e provocante
na vida de Pedro – Simão, filho de João tu me amas? Apascenta as
minhas ovelhas.
Jesus nos conhece e sabe dos nossos limites, mas mesmo assim Ele
conta conosco. Ele deseja que sejamos os seus continuadores
principalmente no amor, na vivência da misericórdia, do amor, da
compreensão.