Incapaz de se desfazer de suas riquezas para seguir Jesus, o homem rico vai embora triste, fazendo-nos pensar. Muitas são as coisas que podem ocupar o lugar de Deus. Na minha vida o mais ocupa?

Na primeira leitura, o autor do livro da sabedoria relata sua experiência orante. O fruto dessa oração deu a lei um dom chamado prudência, que é a capacidade de descobrir o que no momento, o que é melhor para você e também para os outros.

Segundo Tomás de Aquino, ela se baseia no conhecimento do bem e conhece os caminhos para realizá-lo.  A pessoa prudente olha para além da situação momentânea, e avalia que determinada ação leva a reta intenção.

Na Carta aos Hebreus, que lemos hoje nos ensina como adquirir essa prudência – ouvindo a Palavra de Deus – Essa Palavra é viva, eficaz é espada de dois gumes. A leitura recomenda a verificar se a nossa vida condiz com a Palavra de Deus.

No evangelho vimos que não basta observar os mandamentos, se não temos as mesmas atitudes de Jesus. Sem transformação interior não é possível ser um outro Cristo. Viver livre, se doar gratuitamente pelos mais necessitados.

O Reino de Deus foi inaugurado por Jesus com sua doação da sua própria vida. Ele não somente deixou tudo, como assumiu a condição dos sofredores, para com eles caminhar, para curá-los.

Daí o convite de Jesus ao homem rico faz todo sentido; ele não pede que o rico dê algumas esmolas ou faça alguma caridade para ficar com a consciência tranquila. Jesus pede muito mais.

Ele pede o despojamento, com um coração capaz de deixar tudo em vista do bem maior que é o Reino, o único tesouro. Ah! Um pequeno detalhe do evangelho: Jesus estava caminhando enquanto o homem rico correndo.   Jesus olhou com o amor e disse: uma coisa te falta…

 

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