“…os cobradores de impostos e as prostitutas entrarão antes de vós no Reino de Deus”(Mt. 21,31)

 

Este final de semana Jesus nos deixa inquietos com seus questionamentos provocativos. Ele tocará numa ferida que a humanidade carrega por tempos, que é o tal do preconceito.

Jesus usará da presença e da ternura para quebrar as atitudes preconceituosas que impedem muitos de participar e vivenciar a dinâmica do encontro e seus dons. No pensamento de Jesus, todos podem e tem o direito de participar, mesmo com suas mazelas humanas que cada um carrega.

Os fariseus, os sacerdotes e anciãos guardavam em si um monstro chamado Preconceito e quando esse era solto destruía as pessoas e as relações. O preconceito provoca nas pessoas um limite da realidade, aumenta as distâncias e nos tornam incapazes de acolher principalmente o diferente.

A pessoa preconceituosa geralmente é apressada, ansiosa na formulação dos seus juízos. Fervorosos e fundamentalistas em suas verdades absolutas.

Jesus fez opção de estar com aqueles que não tinham um lugar dentro do sistema social. Ele se coloca ao lado dos excluídos, entra na realidade deles sem discriminá-los ou classificá-los. Desta maneira Jesus constrói pontes nessas relações fragilizadas.

O profeta Ezequiel na primeira leitura fala da importância do se arrepender dos nossos pecados para viver bem. O preconceito é algo que precisamos mudar em nós, senão nos destruirá e destruirá as pessoas que estão a nossa volta. Quando não percebemos que temos preconceito, esse pecado nos mata aos poucos.

Às vezes para sermos fieis a Deus passamos uma solidão e sofrimento daquele tamanho. Mas, São Paulo na segunda leitura nos recorda que encontramos consolação e força na vida em Cristo. Ele recorda algo importante na nossa vida: Não fazer nada para competir ou para provar algo para as pessoas. Isto é uma grande tentação querer provar algo ou competir.

São Paulo termina a leitura falando que é necessário ter os mesmos sentimentos de Cristo: de ternura, misericórdia, alegria e presença. Que ele nos ensine amar profundamente aqueles que estão às margens da vida social.

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