“Senhor, quantas vezes devo perdoar…?” (Mt 18,21)

Neste domingo continuamos a reflexão de como conviver na comunidade dos Irmãos e Irmãs de Cristo. O assunto de hoje fala do dom de perdoar.  O perdoar é fundamental para viver dentro da comunidade, sem perdoar Deus não pode agir em nós.

No livro do Eclesiástico de hoje fala de dois sentimentos complicados para vivenciar no dia a dia que são o tal do rancor e da raiva. Quando não sabemos lidar com esses sentimentos, temos o desejo de vingança. O único caminho para superar esses sentimentos é o perdão.

São Paulo, na segunda leitura nos lembra que ninguém vive para si mesmo. Se estamos vivos é para o Senhor e que pertencemos a Cristo! Quando não somos capazes de perdoar vivemos no isolamento da vida, não nos misturamos porque não é possível conviver com a tal da mágoa, do ressentimento e da raiva.

Perdoar é um ato que nem todas as pessoas compreendem o sentido. Alguns acham que é esquecer. Para outras, é passar apenas por cima do que aconteceu e toca a vida para frente.

Perdoar nasce dentro do coração de cada homem e de cada mulher. É uma atitude de quem já amadureceu e consegue ver além. É uma atitude que não contabiliza mesquinhamente o que se fez.

Quando sou capaz de perdoar se cria um novo espaço para o relacionamento. É por isso que Jesus insiste com os discípulos e com sua comunidade a prática do perdão. Só seremos perdoados se formos capazes de perdoar.

Nunca se esqueça: Perdoar é uma forma de amar o outro com seus limites e fragilidade.  É ter a capacidade de reconstruir o passado que atormenta. O Perdão vai ressituar a pessoa na vida e vai libertar a pessoa da escravidão interior.

Olhando para Cristo façamos o nosso exame de consciência. Será que eu preciso pedir perdão para alguém? Ou eu tenho que perdoar alguém? Peça ao Senhor o dom de perdoar e viver a liberdade de ser um filho ou uma filha de Deus. Amém!

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