“Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles” (Mt 18,20)

Quem tem o desejo de ser feliz precisa internalizar um caminho: sem outros é impossível realizar-se. Precisamos uns dos outros. Neste domingo as leituras nos ajudarão a avaliar a nossa convivência, o nosso espírito de comunidade. Se contribuimos ou atrapalhamos na dinâmica comunitária.

Na Primeira Leitura o Profeta Ezequiel fala do compromisso que temos uns com outros. Esse compromisso envolve correções, limites e empenho. Quando não temos essa atitude, caímos também em pecado em não ajudar o próximo. Detalhe: ajudar no que for possível, porque o impossível pertence a Deus.

Na segunda leitura, São Paulo diz para a sua comunidade sobre a importância de ficar devendo nada para ninguém, mas ele não está falando de dinheiro, ele está se referindo as atitudes para o outro. Têm pessoas que sempre ficam devendo nas relações (como respeito, afeto, compromisso, etc).

O evangelho recorda que não somos a comunidade dos perfeitos, mas a comunidade dos irmãos em Cristo. Nessa comunidade, os irmãos se reconhecem e acolhem as potencialidades e os limites de cada um.

Essa comunidade é o lugar do apoio, lugar do suporte. É o lugar que proporciona a transformação de todos. Aqui percebemos qual é o sentido da comunidade cristã: ajuda mútua. E ajudar os outros requer um coração magnânimo, requer ânimo e humildade.

Ajudar não vai à linha de impor, mas de propor. Jesus nos ensina a importância de criar sempre uma cultura do encontro e não da indiferença. Fazer de conta que o outro não existe, mata a nossa alma.

Senhor, vós que conheceis meu coração, minha vida! Ensina-me a ter um coração magnânimo, com ânimo e humildade como é o vosso coração. Daí-me a graça de contribuir nos relacionamentos da minha vida, da minha comunidade cristã. Amém.

Pe Bennelson

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *