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Domingo de Ramos

Com o domingo de Ramos iniciamos a Semana Santa. Dois são os evangelhos que perpassam na liturgia: A entrada de Jesus em Jerusalém e a narrativa da Paixão. A celebração de hoje é marcada de uma parte pelo mistério, pelo despojamento e pela entrega total e outra pelo senhorio e pela gloria do filho de Deus.

O Domingo de Ramos revela a grande contradição entre a relação do povo e o filho de Deus – de um lado clama de Rei e do outro pedem a crucificação. Jesus ao entrar em Jerusalém como rei messiânico, humilde e pacífico entra em contradição com o imaginário do povo. O caminho de Jesus passa pelo fracasso ao triunfo.

Os Ramos abençoados que levaremos para as nossas casas, lembram que estamos unidos a Cristo na mesma doação pelo mundo. Os ramos é um símbolo do Cristão que luta contra tudo o que destrói a vida. É um caminho que passa pelo Calvário, mas que chega a Ressurreição. A nossa luta não épara nada.

A narração da paixão revela o verdadeiro projeto de Jesus; O reino de Cristo não é o reino humano. Depois da ressurreição de Lázaro, o povo olhava para Cristo como um Messias político, libertador social, forte e poderoso, que arrancaria Israel das garras dos opressores.

Ao lermos a narração inteira do Evangelista Marcos encontraremos duas atitudes inadequadas dos discipulos em relação a Jesus, e uma atitude que deveria ser a nossa durante a nossa vida.

As duas primeiras acontecem infelizmente durante a Paixão de Cristo -A primeira é a atitude de todos os discípulos de abandonarem o Mestre diante de uma situação trágica e violenta. Jesus sofre as consequências do Projeto de Deus.

A segunda é de Pedro – Durante a condenação de Jesus, Pedro o acompanhava de longe, mas não se envolvia. Que homem covarde! Sem atitude. Não quis se comprometer com oMessias. Pedro ficava imaginando: Ele dá conta disso, eu não posso fazer nada.

A terceira atitude vem de uma mulher que ao encontrar Jesus – quebra um vaso de perfume para passar sobre a cabeça de Jesus. Aqui vemos uma atitude profunda daquela mulher que sem reservas dá o melhor ao Salvador, sem medidas vive a experiência de entrega a Deus.

Cristo nos convida: Vinde, subamos juntos ao monte das Oliveiras. Ele diz ainda: Fazei isto em memória de mim. Acompanhemos o Senhor, que corre apressadamente para a sua Paixão, não para apenas colocar ramos, mas a própria vida em serviço de muitos.

 

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